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Comerciante espancada por policial e arrastada em via pública

13 de julho de 2020 – 13:32

Um vídeo gravado por moradores de Parelheiros e exibido pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (12/07), mostra uma mulher de 51 anos sendo agredida por um policial, que pisou na cabeça da vítima e ainda a arrastou por via pública. O caso ocorreu na cidade de São Paulo, em um bar, no dia 30 de maio. A situação teria ocorrido porque um um cliente estacionou o veículo com som em alto volume, enquanto consumia no local.

O homem foi detido pela PM e a mulher, que é dona do bar, interveio e foi defender o amigo. Viúva e mãe de 5 filhos, ela relatou que pedia ao policial para não bater mais no homem, que segundo ela, já estava desfalecido, e tinha tomado joelhadas no rosto.

Foi nesse momento que um segundo policial, que estava armado e abordando outras pessoas, se aproximou e empurrou a mulher contra uma grade. A vítima recebeu ainda três socos e foi derrubada com uma rasteira, onde fraturou a tíbia.

O vídeo não mostra esta parte da cena, mas na sequência, a mulher aparece deitada de bruços, no meio-fio, ao lado de um carro, com o PM pisando seu pescoço. Ele chega a apoiar todo o peso do corpo sobre a vítima.

Depois, o policial algema a mulher e a arrasta até a calçada. No relato, a comerciante diz que desmaiou quatro vezes e que se debatia, mas a violência não parava. “Quanto mais eu me debatia, mais ele apertava a botina no meu pescoço”, contou.

Ainda segundo a reportagem, os policiais alegaram que foram atacados com uma barra de ferro, e estavam se defendendo. Eles registraram um boletim de ocorrência por desacato, lesão corporal, desobediência e resistência.

A comerciante foi atendida num hospital com ferimentos no rosto, nas costas e com a perna quebrada. Depois, foi levada para uma delegacia, onde ficou detida até o dia seguinte. Os policiais militares foram afastados das funções e responderão a um inquérito.FacebookTwitterWhatsAppCompartilhar

Van pega fogo e causa tensão em rua principal do Pau Miúdo

13 de julho de 2020 – 13:31

Uma van pegou fogo na manhã desta segunda-feira (13/07), na Rua Marquês de Maricá, próximo ao colégio Classe 3, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador. Felizmente ninguém ficou ferido, mas o acidente causou tensão no local, pois o veículo estava destravado e em chamas, ainda andou na pista. Havia grande risco de atingir carros, postes ou até mesmo pessoas. Porém, populares conseguiram evitar

Ronnie Lessa: suspeito de matar Marielle é indiciado por tráfico de armas

13 de julho de 2020 – 13:30

Marielle

A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio de Janeiro, indiciou o policial militar reformado Ronnie Lessa por tráfico internacional de armas. Uma filha dele também foi indiciada.

Lessa está preso desde março do ano passado, acusado de matar, junto com o ex-PM Élcio de Queiroz, a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes, um ano antes, no Rio.

De acordo com o delegado da Desarme, Marcus Amim, Lessa comprava, pela internet, peças de armas da China e enviava o produto para sua filha, nos Estados Unidos. Lá, segundo a polícia, a embalagem original era trocada e as peças eram exportadas ao Brasil como “peças de metal”, para enganar a fiscalização aeroportuária.

No Brasil, Lessa juntava as peças e vendia as armas para milicianos e quadrilhas responsáveis pela comercialização de drogas em comunidades. Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava desde 2014.

No Subúrbio, governador entrega Centro Comunitário Arnaldo Anselmo

13 de julho de 2020 – 13:16

Fotos: Camila Souza e Paula Fróes

Mais um conjunto de intervenções foram entregues pelo Governo do Estado para a população do Subúrbio Ferroviário, em Salvador, nesta segunda-feira (13/07). O governador Rui Costa esteve na região esta manhã para uma última vistoria.

“Temos feito um investimento alto em várias obras aqui nessa região, em diversas áreas. São intervenções de urbanização, como esta entregue hoje, além da obra do VLT, da maternidade Batista Caribé, da Policlínica, que já está em fase final, e seguimos batalhando por esta região de Salvador, que por muitas décadas foi esquecida”, destacou o governador.

Primeiro ele foi até Nova Constituinte, no bairro de Periperi, onde foram entregues uma praça com parquinho infantil e outros equipamentos, uma quadra poliesportiva e o Centro Comunitário Arnaldo Anselmo de Oliveira, uma homenagem ao líder comunitário que morreu esse ano de Covid-19.

As intervenções contam com investimento de R$ 2,6 milhões e integram o projeto de Urbanização e Regularização de Assentamentos Precários, executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano.

Segundo o diretor de Habitação da Conder, Maurício Mathias, o centro será multifuncional e, além da rádio comunitária instalada no espaço, serão oferecidos cursos à população. “No centro será realizado uma série de atividades que fazem parte do projeto social da Conder e, assim que este cenário de pandemia se encerre, serão oferecidos cursos de capacitação aos moradores. A rádio comunitária também faz parte do nosso projeto para promover a integração da comunidade”, explicou.

Contenção de encosta

Já na rua Chile, no bairro de Plataforma, o governador entregou a obra de contenção de encosta em uma área de 4.700 metros quadrados, com utilização das técnicas de retaludamento e solo grampeado.

A contenção beneficia diretamente cerca de dois mil moradores. Para a execução da obra foi aplicado R$ 1,5 milhão.

Festa com drogas e álcool em Conquista é encerrada pela Rondesp

13 de julho de 2020 – 13:30

Uma festa regada a drogas e álcool foi finalizada pela Rondesp Sudoeste, na noite de domingo (12/07), no bairro do Kadija, em Vitória da Conquista. Conforme a fonte do Informe Baiano, mais de 70 pessoas estavam aglomeradas e muitas, nem máscara usavam. O evento, anunciado em redes sociais, foi denominado de COVIDFEST.

No local, também havia indícios de consumo de drogas, mas ninguém foi flagrado com entorpecente. Os jovens foram para as suas residências e orientados ao cumprimentos das medidas de isolamento recomendadas pelas autoridades sanitárias.

Esposa de Travolta, atriz Kelly Preston morre aos 57 anos de complicações por câncer

Conhecida por papéis em filmes como “Twins” e “Jerry Maguire”, a atriz Kelly Preston morreu neste domingo (12), aos 57 anos, após complicações decorrentes de um câncer de mama. 

A informação foi confirmada pelo ator John Travolta, esposo da artista. “É com muito pesar que eu informo que minha linda esposa Kelly perdeu sua luta de dois anos contra o câncer de mama. Ele lutou com coragem e o amor e apoio de muitos. Eu e minha família sempre seremos gratos aos médicos e enfermeiros do MD Anderson Cancer Center, todos os centros médicos que ajudaram, assim como os amigos e pessoas amadas que estiveram ao seu lado. O amor de Kelly e sua vida sempre serão lembrados”, escreveu ele, em uma publicação no Instagram. “Eu vou tirar um tempo para as crianças que perderam sua mãe, então me perdoem se eu não os atender por um tempo. Mas, por favor, saibam que eu vou sentir o amor de vocês por semanas e meses, enquanto nos curamos”, acrescentou.

O casal tem dois filhos, Ella, com 20 anos e Benjamin, 9. Em janeiro de 2009, eles perderam outro filho, Jett, aos 16 anos.

Kelly Preston iniciou a carreira em 1985, no longa-metragem “Mischief”. Ela ganhou notoriedade por sua atuação em “Twins” (1988), “Jerry Maguire” (1996) e “For Love of the Game” (1999). Ela atuou ainda em “Battlefield Earth” (2000), “Death Sentence” (2007) e “Old Dogs” (2009), além do clipe da música “She Will Be Loved”, do Maroon 5.

ACM Neto cogita sugerir adiamento do Carnaval 2021 para evitar cancelamento

A fim de evitar o cancelamento do Carnaval 2021, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse que cogita propor um adiamento conjunto aos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e demais grandes cidades que também recebem a festa. A medida é relevante porque o país ainda enfrenta a pandemia do novo coronavírus, portanto entre fevereiro e março, quando a festa tradicionalmente acontece, é provável que a livre circulação de pessoas e as aglomerações típicas do evento ainda não sejam permitidas.

“Primeiro, aguardar pra ver se teremos uma vacina que possa assegurar a imunidade. (…) Se não der pra fazer com segurança, irei propor para os prefeitos das principais cidades que fazem o Carnaval no Brasil, inclusive os prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro, e outros colegas prefeitos, para que a gente pense talvez num adiamento conjunto do Carnaval no ano que vem”, revelou o democrata em entrevista à CNN, ao ser questionado sobre o assunto, neste domingo. Para ele, realizar a festa entre maio e junho do próximo ano pode ser uma solução.

Mas isso, claro, “sem atrapalhar os festejos juninos”, garantiu o prefeito da capital baiana. Ele ressaltou que pode antecipar feriados municipais, como inclusive foi feito neste ano, para criar um Carnaval fora de época.

“Todo mundo sabe que além de prefeito, eu sou um carnavalesco nato. Eu amo Carnaval e toda vez que lembro que até novembro iremos tomar uma decisão nesse assunto, me aperta o coração”, ressaltou. Já em seu segundo mandato, ACM Neto encerrará sua gestão à frente da Prefeitura de Salvador em dezembro.

Mãe do cantor Compadre Washington morre aos 94 anos

A mãe do cantor baiano Compadre Washington, Maria de Lourdes, faleceu neste domingo (12), aos 94 anos. Segundo informações da assessoria do artista ela morreu em casa, enquanto dormia. 

“Hoje o céu se prepara pra receber a verdadeira estrela da família! Maria de Lourdes, olhai por nós!”, escreveu o cantor do É O Tchan, ao compartilhar uma foto com a mãe nesta tarde, nas redes sociais. A mãe do artista havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) há 20 dias.

Compadre Washington está em Curitiba, mas retornará a Salvador para acompanhar o sepultamento da mãe, que ocorrerá nesta segunda-feira (13), às 11h, no Cemitério do Campo Santo.

Cresce na Europa pressão contra produtos brasileiros

De terno e gravata, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segura um gigantesco palito de fósforo aceso e ri, enquanto a floresta queima a fundo. “Boicote Bolsonaro”, diz o título no site de campanha homônima — que até as 20h desta sexta (10) já tinha sido assinada por 384.704 pessoas.

Lançada pela Campact!, a ação pede que supermercados europeus parem de comprar alimentos brasileiros de empresas que “queimam a floresta com a maior crueldade dos últimos dez anos”. “Apenas a pressão econômica ajuda”, diz o texto da campanha, que se dirige nominalmente a grandes redes europeias como Aldi Nord, Edeka e Lidl.

Imagem: Reprodução / Aktion Campact

As companhias não ficam surdas. “Só adquirimos carne fresca do Brasil de matadouros que aderiram ao Acordo sobre Bovinos. Podemos descartar qualquer associação com o desmatamento da Amazônia”, escreve a alemã Aldi Nord em sua Política de Compras de Produtos Animais.

O documento garante também que mercadorias brasileiras vendidas em suas lojas “levam em consideração aspectos sociais como trabalho forçado, direitos dos povos indígenas e proteção das reservas”.

A questão fundiária é a preocupação prioritária de ações europeias recentes, mais especificamente o projeto de lei 2.633/2020, que facilita a regularização fundiária no país, apelidado de “Lei da Grilagem”.

Em maio, 40 grandes empresas europeias de varejo mandaram carta ao Congresso dizendo que deixariam de comprar produtos brasileiros se o texto for aprovado.

Elas afirmam que, ao legalizar a produção privada em terras públicas, a proposta “encoraja mais invasões e incentiva o desflorestamento”.

O projeto de lei motivou também a ação de grandes fundos de pensão e de investimento privado europeus que escreveram para embaixadas na semana passada pedindo uma reunião para tratar do desmatamento e deixando implícito o risco de retirar dinheiro do Brasil.

O volume investido no país por essas entidades, de algumas centenas de milhões de dólares, não é significativo se comparado aos trilhões que elas administram globalmente, mas, como disse em entrevista à Folha Jan Erik Saugestad, principal executivo do fundo norueguês Storebrand, que liderou a ação, “importa mais a ação conjunta de várias companhias, o setor amplo dos fundos atuando na mesma direção”.

Ao menos dois resultados ele já obteve. O primeiro foi uma reação de brasileiros que administram as grandes companhias que recebem esses investimentos dos fundos. Em carta ao vice-presidente Hamilton Mourão, 38 executivos de setores como agronegócio e mineração cobraram medidas concretas para frear o desmatamento e as queimadas.

A segunda conquista de Saugestad foi ter seu grupo “recebido virtualmente” pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, numa conversa da qual participaram seis ministros: Braga Netto (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Farias (Comunicações), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Da reunião participou também o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Sergio Segovia, a quem o governo delegou a responsabilidade de promover uma campanha para reverter os danos à imagem do Brasil e de sua política ambiental na Europa.

Já faz muito tempo, porém, que o risco ambiental deixou de ser uma questão de comunicação. Os investidores, assim como os consumidores da campanha de boicote a supermercados e os eurodeputados que escreveram ao Congresso brasileiro, querem mais do que palavras e têm exigências específicas.

Além do PL 2.633/20, eles querem barrar a proposta de alterar o sistema de licenciamento ambiental (PL 3.729 / 2004) e a que trata de pesquisa e extração de recursos em terras indígenas (PL 191/2020).

A pauta ambientalista vem amadurecendo há anos na União Europeia e mobiliza hoje uma parcela considerável de consumidores — e, em alguns países, de eleitores.

O partido Verde alemão já está estruturado há décadas, e os de outros países, embora não tenham o mesmo peso, já chegaram ao governo na Áustria (em coligação com os conservadores), têm um bloco próprio no Parlamento Europeu e conseguiram um sucesso suficiente nas eleições municipais da França para incomodar o presidente Emmanuel Macron, que declarou prioritários temas de sustentabilidade.

Mais do que uma expansão ideológica, sustentabilidade na União Europeia significa política pública e regulamentação, com efeitos práticos na produção agrícola e industrial, nas decisões de investimento e na distribuição de verbas públicas.

O chamado Green Deal, um conjunto de ações estratégicas para tornar a economia europeia menos agressiva ao clima e à biodiversidade lançado no final do ano passado, deve ser ainda mais reforçado após a pandemia de coronavírus.” Reconstrução sustentável” é o lema da Comissão Europeia e do Conselho da UE, agora presidido pela chanceler alemã, Angela Merkel.

Na prática, isso quer dizer que, se o bloco vai levantar empréstimos para impulsionar a economia após a crise da Covid-19, não há melhor oportunidade para acelerar a transição para energias mais limpas, neutralidade na emissão de gás carbônico e processos que protejam o ambiente.

A estratégia impulsiona a regulação pública — criando limites mais restritos para o uso de químicos, por exemplo — e privada — como a que impede que os fundos de investimento coloquem recursos em atividades que agridem o meio ambiente.

“O verde é o novo preto”, dizem analistas de negócios, colocando em alta as reurbanizações e construção de ciclovias, as reformas para melhorar o isolamento térmico de casas antigas, veículos elétricos, digitalização que economize deslocamentos, agricultura orgânica, redução de resíduos e outras atividades correlatas.