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Operação do MP contra fraudes no judiciário cumpre mandados de prisão contra 3 investigados e afasta 2 servidores

Sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador  — Foto: Alan Oliveira/G1

Sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador — Foto: Alan Oliveira/G1

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) iniciou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Inventário, que apura fraudes e falsificações praticadas por advogados e prestadores de serviços em processos. A Justiça determinou a prisão de três investigados e afastamento de dois servidores.

Os mandados de prisão foram cumpridos no bairro de Ondina, em Salvador; em Vilas do Atlântico, que fica na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana da capital e em Ribeira do Pombal, no norte da Bahia.

Seis mandados de busca e apreensão também são cumpridos nestas três cidades. O MP-BA não detalhou quem são os servidores afastados de suas funções públicas, nem os cargos que eles ocupam

Nesta fase, o grupo investiga indícios de crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude processual e uso de documento falso. As investigações são feitas por meio do Grupo de Apoio Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-BA.

Participam também da operação o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e o Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) da Polícia Civil, a Superintendência Regional da Polícia Federal, e a Polícia Militar.

Operação Inventário

A Operação Inventário foi iniciada há um ano, com a prisão de três pessoas em Salvador. Na época, o MP-BA informou que os suspeitos fraudaram processos da 11ª Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos, Ausentes de Salvador.

Além dos crimes já citados anteriormente, a operação também investiga estelionato e alteração de dados no sistema judiciário.

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