A seca que tem afetado o sul da Bahia, principal região produtora de cacau do Brasil, vem impactando diretamente a indústria de chocolate local. Com a redução da oferta de cacau, fabricantes da região estão recorrendo à importação do fruto de países africanos para manter a produção.
De acordo com informações do setor, a seca prolongada reduziu significativamente a safra de cacau na região, forçando as indústrias a buscarem alternativas no mercado internacional. Países como Gana e Costa do Marfim, grandes produtores mundiais de cacau, tornaram-se as principais fontes de suprimento para as fábricas baianas.
A importação de cacau africano já é uma realidade para algumas empresas do sul da Bahia. A medida, embora represente um custo adicional devido ao frete e às tarifas de importação, garante a continuidade da produção e evita a paralisação das fábricas.
O cenário acende um alerta para a necessidade de investimentos em irrigação e manejo sustentável na lavoura cacaueira, além de políticas públicas de apoio aos agricultores locais. Especialistas apontam que a dependência de matéria-prima importada pode ser reduzida com o fortalecimento da produção nacional.
Apesar dos desafios, a indústria chocolateira baiana segue operando, adaptando-se às circunstâncias para manter a tradição do chocolate produzido no sul da Bahia. A expectativa é que as chuvas voltem a regularizar o ciclo produtivo nos próximos meses, diminuindo a necessidade de importação.
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