Aloizio Mercadante é afastado da articulação política do governo, diz jornal

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, foi afastado da articulação política do governo federal. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, que apurou a decisão junto a fontes do Palácio do Planalto.

De acordo com a apuração, Mercadante, que vinha atuando como um conselheiro informal na coordenação política e nas negociações com o Congresso Nacional, já não participa mais das reuniões estratégicas sobre a base aliada. O governo optou por concentrar a articulação política na Casa Civil, comandada por Rui Costa, e na Secretaria de Relações Institucionais, sob o comando do ministro Alexandre Padilha.

Economista, professor e filiado ao PT, Mercadante tem uma longa trajetória no partido. Foi ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia, e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma Rousseff. Também foi presidente da Fundação Perseu Abramo e senador por São Paulo. Desde o início do terceiro mandato de Lula, seu nome era frequentemente citado como um dos principais articuladores do governo, o que torna o afastamento um movimento significativo na engenharia política do Planalto.

A decisão de centralizar as tratativas políticas em ministérios com assento no primeiro escalão reflete a estratégia do governo de dar mais organicidade ao diálogo com o parlamento e com os partidos da base. A medida também visa desafogar a agenda de Mercadante, que segue à frente do BNDES em um momento em que o banco busca ampliar financiamentos para infraestrutura, inovação e transição energética no país.

O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre a reportagem. Até a publicação desta matéria, o BNDES também não comentou o assunto.

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