Andrade Gutierrez pagou pesquisas de Dilma sem declarar em 2014
A empreiteira Andrade Gutierrez, uma das maiores construtoras do Brasil, esteve no centro de uma polêmica envolvendo o financiamento da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014. Segundo investigações, a empresa teria pago pesquisas eleitorais para a campanha sem declarar os valores à Justiça Eleitoral, caracterizando suposto caixa dois.
O caso veio à tona durante as investigações da Operação Lava Jato, que apurou desvios e fraudes em contratos públicos. As delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez revelaram que a empresa realizou pagamentos a institutos de pesquisa para beneficiar a candidatura de Dilma, sem que esses gastos fossem contabilizados oficialmente.
As pesquisas eleitorais são instrumentos importantes para as campanhas, e os gastos com elas devem ser declarados à Justiça Eleitoral. A falta de declaração levanta suspeitas de uso de recursos não contabilizados, o que é vedado pela legislação brasileira.
A Andrade Gutierrez, que já havia firmado acordos de leniência e colaboração com a Justiça, reconheceu parte das irregularidades e se comprometeu a cooperar com as investigações. O caso reforçou o debate sobre a transparência no financiamento de campanhas políticas no Brasil.
Em 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou as contas de campanha de Dilma Rousseff e, embora tenha aprovado com ressalvas, as investigações sobre os pagamentos não declarados continuaram gerando repercussão política e jurídica.