Após dizer que o Enem começa a ter ‘a cara do governo’, Bolsonaro nega que tenha visto questões

O presidente Jair Bolsonaro afirmou recentemente que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está começando a ter “a cara do governo”. A declaração gerou repercussão, especialmente entre educadores e estudantes, que questionaram a possível interferência política no conteúdo da prova.

Horas depois, Bolsonaro negou ter visto as questões do exame, esclarecendo que sua fala se referia apenas à gestão do processo e aos avanços na logística e segurança do Enem. O presidente reiterou que não teve acesso prévio ao conteúdo das provas e que a autonomia dos elaboradores é respeitada.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, e qualquer declaração sobre sua imparcialidade gera forte debate público. A declaração de Bolsonaro ocorre em meio a discussões sobre possíveis cortes no orçamento da educação e mudanças na política educacional do país.

Especialistas ouvidos ressaltam que a declaração pode ter sido mal interpretada, mas reforçam a importância de manter a neutralidade ideológica no exame. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, afirmou que não há interferência política na formulação das questões.

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