Familiares de detentos do Conjunto Penal da Região Metropolitana de Salvador (RMS) realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (15) após a suspensão das visitas presenciais na unidade. A manifestação bloqueou parcialmente o acesso ao presídio e exigiu a retomada imediata do contato com os presos.
O Conjunto Penal da RMS é uma das principais unidades prisionais da Bahia, abrigando presos dos regimes fechado e semiaberto. Segundo os manifestantes, a suspensão das visitas ocorreu sem aviso prévio, alegadamente por problemas administrativos. Os familiares consideram a medida arbitrária e prejudicial ao vínculo familiar, essencial para o processo de ressocialização.
Durante o protesto, os participantes exibiram faixas com frases como "Queremos visitas" e "Direito à família". A Polícia Militar acompanhou a manifestação para garantir a segurança, mas não houve confrontos ou prisões. Os familiares relataram que a falta de contato presencial agrava o sofrimento psicológico tanto dos detentos quanto de seus parentes.
Representantes do grupo afirmaram que protocolarão um pedido formal de reunião com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) para discutir a situação. Também pretendem acionar a Defensoria Pública e organizações de direitos humanos. Enquanto as visitas não forem retomadas, os familiares prometem continuar a mobilização, com novos atos se necessário.
Até o fechamento desta matéria, a direção do Conjunto Penal não havia se pronunciado oficialmente sobre o protesto nem sobre a previsão de retorno das visitas presenciais. A SEAP também não se manifestou até a publicação.
Casos de suspensão de visitas em presídios brasileiros não são raros, geralmente motivados por questões de segurança, obras ou rebeliões. A falta de diálogo prévio com os familiares costuma gerar insatisfação e protestos, como o ocorrido hoje na RMS. O direito à visitação é garantido pela Lei de Execução Penal, e sua interrupção deve ser justificada e comunicada com antecedência.
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