Avião da PF chega a Brasília com restos mortais de jornalista e indigenista

O avião da Polícia Federal (PF) pousou na Base Aérea de Brasília no início da tarde, transportando os restos mortais do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados no Vale do Javari, no Amazonas. A aeronave partiu de Tabatinga e trouxe o material para exames de antropologia forense no Instituto Nacional de Criminalística.

Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai e especialista em povos indígenas isolados, estavam desaparecidos desde 5 de junho. Eles foram mortos a tiros enquanto viajavam de barco pela região remota da Amazônia. As buscas envolveram equipes da PF, Forças Armadas e voluntários indígenas, que encontraram os corpos após dez dias de procura.

Os trabalhos periciais em Brasília devem confirmar a identidade das vítimas e fornecer elementos para a investigação. A Polícia Federal já prendeu dois suspeitos – um deles confessou participação no crime. As motivações ainda são apuradas, mas acredita-se que o duplo homicídio tenha relação com a atuação das vítimas na defesa da Amazônia e dos povos indígenas.

O assassinato gerou forte reação no Brasil e no exterior. A Organização das Nações Unidas (ONU), a Anistia Internacional e governos de países como Reino Unido, Estados Unidos e França pressionam por justiça e por maior proteção a jornalistas e ativistas ambientais. A imprensa internacional destacou o caso como um símbolo da violência na Amazônia.

O episódio expõe os riscos enfrentados por quem trabalha na defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas no Brasil. Organizações cobram ações concretas do governo federal para coibir crimes na região. Para acompanhar outras notícias sobre crimes e investigações, acesse a seção Crime do Rádio Panorama FM. Voltar à página inicial.