Brasil gasta menos do que a média mundial em saúde pública

O Brasil enfrenta um enorme desafio para manter o Sistema Único de Saúde (SUS). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Banco Mundial mostram que o país investe menos recursos públicos per capita em saúde do que a média global. Esse déficit histórico gera um impacto direto na qualidade do atendimento e na capacidade de planejamento de longo prazo do sistema.

A realidade do subfinanciamento é sentida em todo o país. Hospitais com superlotação, filas intermináveis para cirurgias e consultas, e a falta de medicamentos básicos são problemas estruturais. O orçamento destinado ao SUS não acompanha o crescimento da demanda e os custos crescentes de novas tecnologias e tratamentos. A atenção primária, porta de entrada do sistema, muitas vezes é a mais afetada pela falta de investimentos.

Para que o Brasil consiga se igualar à média mundial de gastos, seria necessário um aumento significativo e consistente nos repasses federais, estaduais e municipais. Especialistas em economia da saúde defendem uma reforma no modelo de financiamento, garantindo fontes estáveis e previsíveis. Enquanto as discussões não avançam no Congresso, a população depende da eficiência e da criatividade dos gestores públicos para manter o SUS funcionando.

A pandemia de Covid-19 escancarou as fragilidades do sistema. Hospitais de campanha, falta de leitos de UTI e a corrida por vacinas mostraram o quanto o SUS pode ser sobrecarregado quando há anos de investimento insuficiente. A crise serviu como um alerta para a necessidade de um plano de investimento contínuo, que não dependa apenas de emergências para receber atenção orçamentária. O futuro da saúde pública no Brasil passa, inevitavelmente, por uma decisão política de priorizar mais recursos para o setor, garantindo um atendimento digno e eficiente para toda a população.

Veja também: Mais notícias de Saúde & Bem Estar | Página inicial da Rádio Panorama FM 87,9