Campanha contra poliomielite começa no dia 8 de novembro
A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite começa no dia 8 de novembro em todo o Brasil. A ação do Ministério da Saúde tem como objetivo imunizar crianças menores de 5 anos contra a paralisia infantil, doença grave que pode causar sequelas permanentes. O Dia D de mobilização acontecerá no sábado, 8 de novembro, com postos de saúde abertos em todos os municípios do país.
O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989, mas a queda na cobertura vacinal nos últimos anos acendeu o alerta das autoridades. Em 2023, a cobertura ficou abaixo da meta de 95%, aumentando o risco de retorno da doença. Por isso, a campanha deste ano é considerada essencial para manter o país livre da pólio.
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre por contato direto com fezes ou secreções de pessoas infectadas, principalmente em locais com saneamento básico precário. Os sintomas iniciais são parecidos com os de uma gripe, mas em cerca de 1% dos casos o vírus ataca o sistema nervoso, causando paralisia irreversível dos membros inferiores. Não existe tratamento específico; a prevenção por meio da vacina é a única alternativa eficaz.
A campanha utilizará a Vacina Oral Poliomielite (VOP), a popular "gotinha", para crianças de 1 a 4 anos que já tenham completado o esquema básico com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) no primeiro ano de vida. Bebês menores de 1 ano devem seguir o calendário regular com a VIP (aos 2, 4 e 6 meses). Crianças com esquema vacinal incompleto devem ser levadas ao posto de saúde para regularização.
No dia 8 de novembro, Dia D da campanha, as unidades básicas de saúde estarão abertas em todo o Brasil para vacinação. O horário de funcionamento pode variar conforme o município, mas geralmente é das 8h às 17h. Pais ou responsáveis devem levar a criança e a caderneta de vacinação. A vacina é gratuita e aplicada por profissionais treinados.
Além do Dia D, a campanha se estenderá por várias semanas, permitindo que aqueles que não puderem comparecer no sábado possam vacinar-se posteriormente. O Ministério da Saúde recomenda que todas as crianças menores de 5 anos sejam vacinadas, independentemente de já terem recebido doses anteriores, para garantir a homogeneidade da cobertura vacinal.
A vacina oral é segura e bem tolerada. Os efeitos colaterais mais comuns são leves e passageiros, como febre baixa, irritabilidade e dor no local da aplicação. Crianças com doenças febris agudas graves devem adiar a vacinação até a recuperação, mas resfriados leves não contraindicam a vacina.
É fundamental que os pais mantenham a caderneta de vacinação atualizada. Esse documento comprova o histórico vacinal e permite que os profissionais de saúde avaliem se a criança precisa de outras doses além da poliomielite.
O Brasil é referência mundial em imunização, mas a cobertura vacinal sofreu queda nos últimos anos. A campanha contra a poliomielite é uma oportunidade de reverter esse quadro e proteger as futuras gerações contra uma doença incapacitante.
Perguntas frequentes sobre a vacinação
O que é a poliomielite?
É uma doença infecciosa causada pelo poliovírus que pode causar paralisia permanente dos membros inferiores e até levar à morte. A transmissão ocorre por via fecal-oral.
Por que vacinar se o Brasil está livre da doença?
Enquanto houver circulação do vírus em outros países, há risco de reintrodução. A vacinação mantém a proteção coletiva (imunidade de rebanho) e evita a volta da paralisia infantil.
Quem deve ser vacinado na campanha?
Crianças de 1 a 4 anos receberão a gotinha (VOP). Bebês menores de 1 ano devem estar em dia com a VIP. Adolescentes e adultos não fazem parte da campanha, mas podem verificar sua situação vacinal nos postos.
Quais vacinas são usadas?
A vacina inativada VIP (injetável) é aplicada aos 2, 4 e 6 meses. A vacina oral VOP (gotinha) é usada como reforço na campanha para crianças de 1 a 4 anos.
Onde e quando vacinar?
Nos postos de saúde de todo o Brasil, com horário ampliado no Dia D (8 de novembro). Após essa data, a vacina continua disponível nas unidades de saúde.
O que levar?
A caderneta de vacinação da criança e um documento do responsável.
A vacina tem efeitos colaterais?
Sim, mas geralmente leves: febre baixa, dor no local e irritabilidade. Reações graves são extremamente raras.
Posso vacinar meu filho se ele estiver gripado?
Gripes leves não impedem a vacinação. Apenas doenças febris graves exigem adiamento. Consulte o profissional de saúde.
O que fazer se perder o Dia D?
Procure a unidade de saúde mais próxima nos dias seguintes. A campanha segue por várias semanas.
A participação de todos é fundamental. Leve seu filho ao posto de saúde no dia 8 de novembro e contribua para manter o Brasil livre da poliomielite. A vacina é um direito e uma responsabilidade coletiva.