Campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo é prorrogada

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo foi prorrogada em todo o Brasil. A decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde diante da baixa cobertura vacinal registrada nos últimos meses. A prorrogação visa garantir que um maior número de pessoas, especialmente crianças, recebam as vacinas necessárias para prevenir o retorno dessas doenças que já foram consideradas erradicadas no país.

Por que a campanha foi prorrogada?

O Brasil enfrenta uma queda na adesão às campanhas de vacinação nos últimos anos. A meta de vacinar 95% do público-alvo não foi atingida na maioria dos municípios. Com isso, o Ministério da Saúde decidiu estender o prazo da campanha para dar mais oportunidade às famílias que ainda não levaram suas crianças aos postos de saúde. A prorrogação também busca alcançar adultos que estão com a caderneta de vacinação desatualizada, especialmente contra o sarampo, que voltou a circular no país em surtos recentes.

Quem deve se vacinar?

O público-alvo da campanha inclui:

  • Poliomielite: crianças de 1 ano a menores de 5 anos de idade, que devem receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) ou a Vacina Oral Poliomielite (VOP), conforme o esquema vacinal.
  • Sarampo: pessoas de 6 meses a 29 anos de idade, dependendo da situação vacinal. Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber a “dose zero” da tríplice viral. A partir de 12 meses, são indicadas a primeira e segunda doses. Adultos até 29 anos devem ter duas doses comprovadas na caderneta.

Além disso, profissionais de saúde, indígenas e pessoas com condições clínicas especiais podem ter recomendações específicas. Gestantes e mulheres que pretendem engravidar devem consultar um médico antes de se vacinar.

A importância da vacinação

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave que pode causar sequelas motoras permanentes e até a morte. O Brasil não registra casos da doença desde 1989 graças à vacinação em massa. O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode levar a complicações como pneumonia, encefalite e morte. Nos últimos anos, o Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo devido à queda na cobertura vacinal.

A vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir essas doenças. As vacinas são gratuitas e estão disponíveis em todo o país. Manter a caderneta de vacinação em dia é um ato de cuidado individual e coletivo.

A situação da poliomielite e do sarampo no Brasil

O Brasil foi referência mundial em vacinação. A poliomielite foi erradicada no país em 1994, mas a manutenção da erradicação depende de altas coberturas vacinais. O sarampo, que havia sido eliminado em 2016, voltou a circular a partir de 2018 devido à importação de casos e à queda na vacinação. Surtos recentes reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia.

Onde e como se vacinar

As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todos os municípios brasileiros. Não é necessário agendamento. Basta comparecer a uma unidade de saúde portando documento de identificação com foto e a caderneta de vacinação. A equipe de enfermagem irá avaliar a situação vacinal e aplicar as doses necessárias.

Durante a campanha prorrogada, os postos de saúde podem funcionar em horários especiais, incluindo sábados. É importante verificar o horário de funcionamento da UBS mais próxima.

Perguntas frequentes

A vacina é segura?
Sim. As vacinas contra poliomielite e sarampo são seguras e passam por rigorosos controles de qualidade. Os benefícios da vacinação superam em muito os riscos de eventos adversos, que geralmente são leves e temporários, como febre baixa e dor no local da aplicação.
Quem já teve a doença precisa se vacinar?
Pessoas que já tiveram sarampo ou poliomielite geralmente estão imunizadas, mas é importante verificar a caderneta de vacinação para garantir o esquema completo. Em caso de dúvida, o profissional de saúde pode orientar.
Grávidas podem tomar a vacina?
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é contraindicada durante a gestação. A vacina contra poliomielite também não é indicada para gestantes, salvo em situações especiais. A orientação é vacinar antes de engravidar ou após o parto.
Quais os efeitos colaterais?
Os efeitos mais comuns são febre baixa, irritabilidade, vermelhidão e inchaço no local da injeção. Reações alérgicas graves são extremamente raras. Em caso de sintomas persistentes, procure um médico.
Até quando a campanha foi prorrogada?
O Ministério da Saúde ainda não divulgou uma nova data de encerramento. A recomendação é procurar a unidade de saúde o mais rápido possível para garantir a proteção.

A prorrogação da campanha é uma oportunidade para colocar a caderneta de vacinação em dia. Vacinar-se é um gesto de responsabilidade com a sua saúde e com a comunidade. Não deixe para depois: procure a UBS mais próxima e proteja-se contra a poliomielite e o sarampo.

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