Campanha 'Respeita as Mina' deverá ser ação permanente no governo, diz secretária

A campanha "Respeita as Mina", iniciativa de conscientização voltada ao respeito pelas mulheres e ao enfrentamento do assédio e da violência de gênero, deverá se tornar uma ação permanente do governo. A informação foi confirmada pela secretária responsável pela pasta durante evento de avaliação das atividades já realizadas.

A ideia, segundo a secretária, é que a campanha deixe de ser uma ação pontual e passe a integrar o conjunto de políticas públicas contínuas do estado, garantindo orçamento, equipe especializada e metas de longo prazo. "O 'Respeita as Mina' mostrou resultados muito positivos na conscientização da população. Queremos que ele seja um programa permanente, com planejamento anual e capilaridade em todas as regiões", afirmou.

O que é a campanha "Respeita as Mina"?

Criada para combater a cultura de desrespeito e violência contra a mulher, a campanha "Respeita as Mina" atua em frentes educativas, de comunicação e de mobilização social. Por meio de palestras em escolas, distribuição de materiais informativos, ações em espaços públicos e forte presença nas redes sociais, a iniciativa busca engajar a sociedade na construção de relações mais igualitárias e seguras.

Um dos diferenciais da campanha é a linguagem direta e jovem, que dialoga especialmente com adolescentes e jovens adultos, faixa etária em que muitos padrões de comportamento são formados. As atividades incluem rodas de conversa sobre consentimento, respeito à diversidade, canais de denúncia e formas de apoio às vítimas.

Objetivos e ações realizadas

Entre as principais ações já executadas estão:

  • Palestras em escolas públicas e privadas – abordando temas como assédio, violência doméstica, igualdade de gênero e a importância do respeito mútuo.
  • Distribuição de cartilhas e materiais educativos – com orientações sobre canais de denúncia, direitos das mulheres e como identificar situações de violência.
  • Campanhas digitais – com vídeos, posts e hashtags que incentivam o respeito e a denúncia de casos de assédio.
  • Parcerias com instituições locais – incluindo centros de referência da mulher, delegacias especializadas e organizações da sociedade civil.
  • Capacitação de multiplicadores – formação de professores, agentes comunitários e lideranças juvenis para replicar o conteúdo da campanha.

Segundo a secretária, o retorno das comunidades tem sido muito positivo, com aumento na procura por informações e canais de denúncia nas regiões atendidas.

Declaração da secretária

Em seu pronunciamento, a secretária destacou que a campanha precisa ser permanente para que as mudanças de comportamento se consolidem. "Não podemos tratar o respeito às mulheres como algo passageiro. Precisa ser uma política de Estado, com continuidade independentemente de gestões. Vamos trabalhar para que o 'Respeita as Mina' tenha recursos garantidos e possa ampliar seu alcance", disse.

Ela também ressaltou a importância do envolvimento de toda a sociedade: "A mudança cultural não se faz só com o governo. Precisamos que escolas, famílias, empresas e cada cidadão abracem essa causa. Respeitar as minas é respeitar a todos."

Como participar e apoiar a campanha

A campanha "Respeita as Mina" está aberta à participação de escolas, organizações da sociedade civil, empresas e cidadãos em geral. Os interessados podem solicitar palestras e materiais educativos por meio dos canais oficiais da secretaria. Também é possível apoiar a iniciativa compartilhando o conteúdo nas redes sociais, promovendo debates em comunidades e, principalmente, denunciando casos de assédio e violência através dos canais competentes.

Para denúncias, a orientação é ligar para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

Perguntas frequentes (FAQ)

  • O que é a campanha "Respeita as Mina"? É uma iniciativa governamental de conscientização para promover o respeito às mulheres e combater o assédio e a violência de gênero.
  • Quem pode participar? Escolas, empresas, instituições e toda a comunidade podem aderir à campanha, seja solicitando palestras, utilizando os materiais educativos ou divulgando as ações.
  • Como apoiar? Compartilhando as campanhas nas redes sociais, promovendo rodas de conversa, distribuindo os materiais e denunciando casos de violência.
  • A campanha atende todo o estado? Sim, a meta é expandir as ações para todas as regiões, com planejamento adaptado às realidades locais.
  • Como denunciar assédio ou violência doméstica? Ligue 180 (atendimento gratuito e sigiloso) ou procure a delegacia da mulher. Em emergências, ligue 190.
  • A campanha tem custos para os participantes? Não, as palestras e materiais são gratuitos. A iniciativa é custeada pelo governo.

A expectativa é que o projeto de tornar a campanha permanente seja encaminhado ao legislativo nos próximos meses, garantindo a previsão orçamentária e a continuidade das ações. A secretária reforçou que o diálogo com a sociedade civil e com especialistas continuará sendo fundamental para aprimorar as estratégias e alcançar cada vez mais pessoas.

Com a possível transformação em política pública permanente, a campanha "Respeita as Mina" poderá se consolidar como um importante instrumento de transformação cultural e de proteção dos direitos das mulheres em todo o estado.