Canibais de Garanhuns são condenados a penas de 19 a 21 anos em Pernambuco
Os três acusados de participação no caso conhecido como "Canibais de Garanhuns" foram condenados, em julgamento realizado no Tribunal do Júri de Garanhuns, a penas que variam entre 19 e 21 anos de prisão. A decisão da Justiça de Pernambuco põe fim a um dos processos criminais mais chocantes do estado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os réus praticaram homicídios qualificados, ocultação de cadáver e vilipêndio a cadáver. As investigações tiveram início em 2012, após o desaparecimento de pessoas na região de Garanhuns, no Agreste pernambucano. A polícia localizou restos mortais em uma residência e descobriu que os suspeitos supostamente utilizavam a carne das vítimas para fazer salgados, que eram comercializados como se fossem comuns.
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou provas periciais e testemunhais que apontaram a participação ativa dos três homens nos assassinatos. A defesa tentou argumentar que os acusados sofriam de transtornos mentais e não tinham plena consciência dos atos, mas a tese foi rejeitada pelo conselho de sentença.
A sentença fixou penas de 19 anos para um dos condenados e 21 anos para os outros dois, além do pagamento de indenização mínima para as famílias das vítimas. Cabe recurso da decisão, e os réus permanecem presos preventivamente.
O caso "Canibais de Garanhuns" ganhou repercussão nacional e internacional pela crueldade dos crimes. A cidade de Garanhuns entrou para o noticiário de todo o país após a revelação dos fatos. A população local ainda demonstra perplexidade diante da barbaridade do esquema criminoso.