Capoeira recebe título de Patrimônio Imaterial da Humanidade
A capoeira, expressão cultural brasileira que combina luta, dança e música, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O reconhecimento ocorreu em 2014, quando o bem foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A candidatura foi conduzida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já havia registrado a capoeira como patrimônio cultural imaterial do Brasil em 2008. O título internacional valoriza a história da capoeira, criada por africanos escravizados como forma de resistência e expressão cultural.
Composto por movimentos como a ginga, a capoeira utiliza instrumentos típicos, como o berimbau, o atabaque e o agogô. Os cantos e as palmas fazem parte da roda de capoeira, que é o espaço onde a prática acontece. Existem dois estilos principais: a capoeira Angola, caracterizada por movimentos mais lentos e rasteiros, e a capoeira Regional, desenvolvida por Mestre Bimba, com golpes mais rápidos e acrobáticos.
O reconhecimento da Unesco fortalece a preservação da capoeira, destacando sua importância como patrimônio da humanidade. A prática está presente em mais de 150 países e continua a ser transmitida por mestres e grupos de capoeira em todo o mundo. No Brasil, a capoeira é protegida por lei como bem cultural e recebe incentivos para sua salvaguarda.
A notícia do título foi comemorada por capoeiristas e entusiastas da cultura afro-brasileira. Para muitos, o selo da Unesco simboliza o reconhecimento da resistência e da contribuição do povo negro para a formação da identidade brasileira. A Bahia, berço da capoeira, celebra a conquista como um marco para a cultura local.
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