Casos de sífilis crescem mais de 135% em 4 anos

Os casos de sífilis no Brasil aumentaram mais de 135% nos últimos quatro anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O crescimento acende um alerta para a necessidade de reforçar as ações de prevenção e tratamento da doença.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode ser curada com antibióticos, mas, se não tratada, pode causar complicações graves, como problemas neurológicos, cardiovasculares e até morte. A infecção também aumenta o risco de transmissão do HIV.

Especialistas apontam que o aumento pode estar associado à redução do uso de preservativos, à interrupção de campanhas educativas durante a pandemia de covid-19 e ao maior acesso a testes diagnósticos, que pode ter elevado o número de notificações.

A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, também preocupa. O Ministério da Saúde reforça a importância do pré-natal e do tratamento precoce para evitar abortos, malformações e mortes neonatais.

O tratamento é feito com penicilina, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é que parceiros sexuais também sejam tratados para interromper a cadeia de transmissão.

Campanhas de conscientização e distribuição de preservativos são fundamentais para conter o avanço da doença. A população deve buscar unidades de saúde para realizar testes e iniciar o tratamento o quanto antes.