Contaminação em peixes do Rio Doce está 140 vezes acima do nível permitido

Um estudo recente revelou que os níveis de contaminação em peixes do Rio Doce estão 140 vezes acima do limite permitido pelos órgãos reguladores. A pesquisa, conduzida em trechos do rio impactados pelo rompimento da barragem de Fundão (Mariana, 2015), detectou concentrações elevadas de metais pesados como mercúrio, arsênio e manganês nos tecidos dos peixes.

A contaminação representa um grave risco para a saúde das comunidades ribeirinhas que dependem da pesca como fonte de alimentação e renda. Especialistas alertam que o consumo prolongado desses peixes pode causar danos neurológicos, renais e até câncer.

Desde o desastre de 2015, a bacia do Rio Doce vem sendo monitorada, mas os resultados mostram que a recuperação é lenta. Os sedimentos contaminados continuam sendo absorvidos pela fauna aquática, perpetuando a contaminação na cadeia alimentar.

A Fundação Renova, responsável pela reparação dos danos causados pelo desastre, mantém programas de monitoramento, mas organizações ambientais criticam a falta de celeridade e defendem ações mais efetivas para reduzir os níveis de contaminação. A situação expõe a necessidade de políticas públicas mais rigorosas para o setor minerário e a proteção dos recursos hídricos.

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