Coronavírus: orientação muda e procura por máscaras de pano dispara

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades sanitárias brasileiras atualizaram suas recomendações sobre o uso de máscaras de proteção contra o novo coronavírus. Inicialmente, a orientação era de que apenas profissionais de saúde e pessoas com sintomas respiratórios utilizassem máscaras. Com o avanço da pandemia e a comprovação científica de que pessoas assintomáticas também transmitem o vírus, a recomendação foi ampliada para incluir o uso de máscaras de pano por toda a população.

A mudança na orientação gerou um aumento significativo na procura por máscaras de pano em todo o Brasil. Farmácias, lojas de conveniência e estabelecimentos comerciais reportaram falta do produto, impulsionando a produção artesanal e industrial de máscaras caseiras.

As máscaras de pano funcionam como uma barreira física que reduz a propagação de gotículas respiratórias. Especialistas recomendam a confecção com pelo menos duas camadas de tecido, de preferência algodão, e a lavagem após cada uso com água sanitária ou sabão. A população foi orientada a ter no mínimo duas máscaras por pessoa para permitir a higienização adequada.

A corrida por máscaras de pano movimentou a economia criativa e a indústria têxtil. Costureiras, confecções e marcas de moda adaptaram suas linhas de produção para atender à demanda. Em diversas cidades brasileiras, o uso de máscaras em espaços públicos e transportes coletivos tornou-se obrigatório, o que intensificou ainda mais a busca pelo item de proteção.

Além do uso de máscaras, as autoridades de saúde reforçam a importância de manter as demais medidas preventivas: higienização frequente das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel 70%, distanciamento social mínimo de 1,5 metro e evitar aglomerações. A combinação dessas medidas continua sendo a estratégia mais eficaz para conter a disseminação da COVID-19.