O ex-senador Delcídio do Amaral, preso no âmbito da Operação Lava Jato, passou mal após sofrer uma crise aguda de claustrofobia no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com informações, o ex-parlamentar teria dito a agentes prisionais: “Sou só eu agora”, demonstrando o profundo abalo psicológico diante do confinamento.
Entenda o caso
Preso preventivamente em 2015 sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, Delcídio foi o primeiro senador em exercício a ser detido durante a operação. Sua prisão marcou um ponto de inflexão nas investigações, demonstrando que o braço da Justiça alcançava o alto escalão do poder legislativo.
A crise de claustrofobia
Em meio ao longo período de reclusão, Delcídio enfrentou uma forte crise de claustrofobia. O espaço reduzido da cela e o isolamento prolongado foram apontados como gatilhos para o episódio. A equipe médica do presídio foi acionada imediatamente para prestar os primeiros socorros ao ex-senador. A defesa já havia protocolado pedidos de medidas humanitárias, destacando as condições do cárcere e os impactos na saúde do detento.
Repercussão e contexto
O episódio reacende o debate sobre as condições carcerárias no Brasil e o tratamento de presos de alto perfil. Embora tenham direito a cela especial, figuras como Delcídio frequentemente lidam com o isolamento prolongado, o que pode agravar problemas de saúde mental. A frase ‘Sou só eu agora’ simboliza a solidão e o impacto humano de um dos maiores escândalos políticos do país.
O caso serve como um lembrete dos custos humanos de grandes processos criminais, mostrando que, por trás dos escândalos, existem indivíduos lidando com as duras realidades do sistema prisional. Bônus de 100% até R$500 no cadastro