Dilma e Obama se reunirão durante 7º Cúpula das Américas no Panamá
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizarão uma reunião bilateral durante a 7ª Cúpula das Américas, que será realizada nos dias 10 e 11 de abril de 2015, na Cidade do Panamá. O encontro foi confirmado por fontes diplomáticas e deve marcar a retomada do diálogo em alto nível entre os dois países após um período de tensões.
As relações Brasil-EUA passaram por momentos delicados desde a revelação dos programas de espionagem norte-americanos no Brasil em 2013, que levaram a presidente Dilma a cancelar uma visita de Estado a Washington. Nos meses anteriores à cúpula, no entanto, houve sinais de reaproximação. A expectativa é que Obama e Dilma discutam uma agenda ampla, incluindo comércio bilateral, investimentos em infraestrutura, cooperação em ciência e tecnologia, educação (com destaque para o programa Ciência sem Fronteiras) e parcerias em energias renováveis.
A 7ª Cúpula das Américas tem como lema “Prosperidade com Equidade: O Desafio da Cooperação nas Américas”. Pela primeira vez, Cuba participou do encontro, representando um marco no processo de integração continental. O encontro entre os líderes brasileiro e norte-americano ganha contornos especiais nesse contexto de aproximação regional.
Diplomatas brasileiros sinalizaram que o governo deseja avançar em acordos concretos, como a facilitação de vistos de negócios e turismo, cooperação aduaneira e investimentos conjuntos em infraestrutura. Também está na pauta a parceria espacial, com a possibilidade de lançamentos de satélites brasileiros por foguetes norte-americanos. O encontro bilateral deve ocorrer à margem da plenária da cúpula; ainda não há confirmação de uma declaração conjunta ao final da reunião.
A reunião entre Dilma e Obama representa mais um passo na complexa relação entre Brasil e Estados Unidos. Embora existam divergências em temas internacionais, ambos os países compartilham interesses comuns nas áreas de comércio, meio ambiente e segurança regional. O encontro no Panamá pode abrir caminho para uma nova fase de cooperação bilateral.