A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, desembarcou na Rússia para participar do encontro do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A viagem integra a agenda internacional da ex-mandatária, que continua a representar o Brasil em eventos diplomáticos e fóruns multilaterais.
O encontro do Brics aborda temas centrais para as economias emergentes, como cooperação econômica, reforma das instituições financeiras globais, comércio internacional, desenvolvimento sustentável e segurança. A participação de Dilma Rousseff reafirma o engajamento do Brasil no bloco e a importância do diálogo Sul-Sul.
Durante a estadia na Rússia, a ex-presidente deve participar de reuniões com líderes dos países membros e de sessões plenárias. A agenda inclui discussões sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelo Brics para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, além de temas como inovação tecnológica e transição energética.
O Brics representa cerca de 40% da população mundial e uma parcela significativa do PIB global. O bloco busca ampliar a influência dos países emergentes na governança global, defendendo uma ordem mundial multipolar e mais equilibrada. A presença de Dilma Rousseff reforça a tradição brasileira de participação ativa em fóruns multilaterais.
A ex-presidente já participou de edições anteriores do Brics quando esteve à frente do Executivo brasileiro, incluindo a cúpula de Fortaleza em 2014, que lançou o NDB. Sua experiência em relações internacionais contribui para as discussões estratégicas do grupo.
Após o encontro, Dilma Rousseff retornará ao Brasil para dar continuidade a sua agenda de compromissos. A expectativa é de que os resultados da cúpula fortaleçam a cooperação entre os países emergentes e abram novas oportunidades para o desenvolvimento conjunto.
A participação do Brasil no Brics é estratégica para diversificar parcerias comerciais e políticas, reduzindo a dependência de economias tradicionais. O país tem defendido uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e maior representatividade dos emergentes nos organismos internacionais, pautas que também são discutidas no âmbito do bloco.