Economia brasileira fecha agosto com desaleração de crescimento, diz Banco Central

A economia brasileira apresentou uma desaleração no ritmo de crescimento no mês de agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador que mede a atividade econômica apontou uma moderação na comparação com os meses anteriores, sugerindo que o aquecimento observado no primeiro semestre perdeu fôlego.

De acordo com o Banco Central, a desaceleração reflete uma combinação de fatores, incluindo o aperto monetário, a inflação ainda pressionada e o cenário externo adverso. Especialistas destacam que, embora a economia continue em expansão, o ritmo mais contido era esperado após um período de crescimento robusto.

O mercado financeiro já projetava uma moderação no segundo semestre. Os dados de agosto reforçam a percepção de que a política de juros elevados começa a surtir efeito sobre a atividade. O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou que a taxa Selic deve permanecer em nível restritivo por mais tempo para conter a inflação, o que impacta diretamente o consumo e o investimento.

Apesar do arrefecimento, a economia brasileira ainda mostra resiliência em setores como serviços e agronegócio. O mercado de trabalho segue aquecido, com taxa de desemprego em baixa, o que sustenta a renda das famílias. No entanto, o cenário fiscal e a volatilidade internacional continuam sendo pontos de atenção para os próximos meses.

O Banco Central deve divulgar novos relatórios nos próximos meses para acompanhar a evolução da atividade. Economistas consultados pela instituição mantêm a expectativa de crescimento moderado para este ano, com possibilidade de revisão para baixo caso o cenário se deteriore.

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