Egito descobre tumba de 4.400 anos de sacerdotisa da época dos faraós
Arqueólogos no Egito anunciaram a descoberta de uma tumba de 4.400 anos pertencente a uma sacerdotisa da época dos faraós. A descoberta foi feita por uma missão conjunta egípcia na necrópole de Gizé, localizada nos arredores do Cairo, conforme comunicado do Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito. A tumba, que remonta à Quinta Dinastia do Império Antigo, apresenta pinturas murais e relevos em excelente estado de conservação. As imagens retratam a sacerdotisa em cenas de oferendas e rituais religiosos, além de símbolos associados ao deus Rá. O nome da sacerdotisa ainda não foi revelado, mas especialistas acreditam que ela desempenhava funções importantes no templo solar.
Os arqueólogos destacam que a descoberta é significativa por lançar luz sobre o papel feminino na hierarquia religiosa do Egito Antigo. As sacerdotisas eram figuras respeitadas e participavam ativamente das cerimônias sagradas. A tumba possui uma capela, um pátio e um poço funerário, elementos típicos do período. Além das pinturas, foram encontrados objetos funerários, como vasos de cerâmica e estatuetas, que ajudam a compreender os rituais da época. Os relevos mostram cenas de produção de alimentos, como panificação e fabricação de cerveja, indicando as atividades econômicas.
Os estudiosos acreditam que a sacerdotisa exercia funções ligadas ao culto de Rá, o deus sol, que era a principal divindade do período. A Quinta Dinastia é conhecida pela construção de templos solares e pela ênfase no culto solar. Alguns objetos encontrados na tumba, como amuletos e selos, trazem inscrições que podem ajudar a identificar a sacerdotisa e sua linhagem.
A missão arqueológica pretende continuar as escavações para descobrir mais câmaras e artefatos. Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, a tumba é uma das mais importantes descobertas recentes no sítio de Gizé. O Egito tem promovido descobertas arqueológicas nos últimos anos como parte de esforços para impulsionar o turismo cultural. A tumba da sacerdotisa é mais um exemplo da rica história do país.
O Ministério de Turismo e Antiguidades afirma que a tumba será aberta ao público após os trabalhos de restauração e estudo. A expectativa é que novos estudos revelem mais segredos sobre a civilização do Egito Antigo e o papel das mulheres na sociedade faraônica.