Elmar Nascimento defende que DEM não reaja à demissão de Mandetta

O deputado federal Elmar Nascimento (DEM-BA) defendeu nesta quarta-feira (15) que o Democratas não deve reagir de forma institucional à demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta. Em declaração à imprensa, o parlamentar afirmou que a saída de Mandetta era esperada e que o partido deve evitar um desgaste político desnecessário.

“O DEM não pode agir como se tivesse sido traído. Mandetta estava em rota de colisão com o Palácio do Planalto há semanas. A demissão era questão de tempo”, disse Elmar. “Devemos manter nosso apoio ao governo nas pautas que interessam ao Brasil, mas sem perder nossa independência e capacidade de crítica.”

Elmar Nascimento, então líder do DEM na Câmara dos Deputados, avaliou que a demissão de Mandetta não deveria provocar uma ruptura institucional. Ele reconheceu que Mandetta tinha boa avaliação popular e que sua saída poderia gerar desgaste, mas ponderou que o partido precisa olhar para frente.

O DEM, que na época integrava a base do governo Bolsonaro, tinha em Mandetta um de seus principais nomes no primeiro escalão. Com sua saída, o partido perdeu espaço no ministério, mas Elmar minimizou o impacto: “Nossa força não está restrita a cargos. Estamos no Congresso para aprovar projetos que melhorem a vida do brasileiro.”

O deputado também destacou que a legenda continuará atuante nas reformas estruturais e na agenda econômica, e que a saída de Mandetta não enfraquece o partido dentro da base aliada. “O DEM tem quadros técnicos e políticos que seguem contribuindo com o país”, concluiu.

Mandetta foi demitido no dia 16 de abril de 2020, em meio a divergências sobre o isolamento social e o uso de cloroquina no tratamento da COVID-19. O ministro foi substituído pelo oncologista Nelson Teich, que teria o desafio de conduzir a política de saúde sob pressão do presidente por flexibilização das medidas de distanciamento.