Em 12 dias, operação da PF e do Ibama destrói mais de 300 balsas usadas no garimpo ilegal na Amazônia
Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruiu mais de 300 balsas utilizadas no garimpo ilegal de ouro na Amazônia. A ação, realizada em 12 dias, integra os esforços de combate aos crimes ambientais na região.
As balsas eram equipadas com motores potentes e sistemas de dragagem, utilizadas para extrair ouro do leito dos rios, causando assoreamento, contaminação por mercúrio e destruição de habitats. O garimpo ilegal na Amazônia é um dos principais responsáveis pelo desmatamento e pela poluição dos recursos hídricos, afetando comunidades indígenas e ribeirinhas.
O mercúrio empregado na separação do ouro contamina os rios e se acumula na fauna aquática, atingindo as populações que dependem da pesca. Estima-se que o garimpo ilegal seja responsável por grande parte das emissões de mercúrio na Amazônia, com graves consequências para a saúde pública e o equilíbrio ambiental.
As equipes da PF e do Ibama utilizaram imagens de satélite e inteligência para localizar as embarcações em áreas remotas. As balsas foram inutilizadas ou destruídas no local, impossibilitando seu uso futuro. Além disso, foram apreendidos motores, combustível e outros materiais utilizados na atividade ilegal.
A destruição de mais de 300 balsas representa um golpe significativo na logística dos garimpeiros ilegais, que enfrentam dificuldades para repor os equipamentos. Especialistas destacam que a repressão precisa ser contínua para evitar o retorno da atividade ilegal.
A operação contou com o apoio da Força Nacional de Segurança e de órgãos estaduais de meio ambiente. A PF e o Ibama reiteraram o compromisso de intensificar as ações de combate ao garimpo ilegal e a outros crimes ambientais na Amazônia, reforçando a importância da preservação da maior floresta tropical do mundo.