Em ‘CPI masculina’, interrupções constantes em depoimento de médica viram alvo de queixa
Na última sessão da chamada “CPI masculina”, uma médica que prestava depoimento foi interrompida por diversas vezes pelos parlamentares membros da comissão. A situação gerou desconforto e levou a médica a formalizar uma queixa contra as interrupções, que foram vistas como desrespeitosas e com possível viés de gênero.
O episódio ocorre em meio a debates sobre a conduta dos trabalhos da comissão. A queixa da médica foi recebida pela presidência da CPI e deve ser analisada nos próximos dias. Organizações de defesa dos direitos das mulheres e entidades da área de saúde manifestaram apoio à profissional e criticaram o ambiente hostil durante a oitiva.
As interrupções constantes levantaram questionamentos sobre a seriedade e imparcialidade dos trabalhos. A “CPI masculina”, que investiga temas relacionados a políticas voltadas ao público masculino, tem sido palco de discussões acaloradas. O caso reforça a necessidade de garantir que todos os depoentes sejam ouvidos com respeito e sem intimidação.
A médica, especialista em saúde pública, foi convocada para prestar esclarecimentos técnicos. Durante seu depoimento, ela foi interrompida diversas vezes, segundo relato de assessores presentes. A queixa protocolada alega cerceamento ao direito de fala e tratamento diferenciado em relação a depoentes homens.
O caso também gerou reações nas redes sociais, com usuários criticando o comportamento dos parlamentares. A CPI deve se pronunciar oficialmente sobre a queixa nas próximas sessões.