Nesta terça-feira, 8 de novembro de 2016, os Estados Unidos realizam a eleição presidencial para escolher o sucessor de Barack Obama. A disputa entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump é uma das mais polarizadas da história recente do país.
Vantagem de Hillary
As pesquisas de intenção de voto divulgadas até a véspera da eleição apontavam vantagem para Hillary Clinton. A ex-secretária de Estado aparecia à frente em levantamentos nacionais e em estados-pêndulo decisivos para a vitória no Colégio Eleitoral, como Flórida, Pensilvânia e Carolina do Norte. Apesar da margem reduzida, a candidata democrata buscava consolidar o eleitorado feminino e de minorias para garantir a vitória.
O que está em jogo
Hillary Clinton defende a continuidade das políticas do governo Obama, com avanços no sistema de saúde (Affordable Care Act), aumento do salário mínimo e investimentos em infraestrutura. Na política externa, propõe uma postura firme com a Rússia e a manutenção do acordo nuclear com o Irã. Donald Trump, empresário sem experiência prévia em cargos públicos, promete uma ruptura radical: construção de um muro na fronteira com o México, deportação de imigrantes ilegais, renegociação de acordos comerciais e uma postura externa mais nacionalista.
Expectativa global
O mundo acompanha a votação com grande expectativa. O resultado terá impacto direto na economia global, nas relações internacionais e no combate às mudanças climáticas. Para a comunidade brasileira nos EUA e para o Brasil, a eleição pode significar mudanças nas regras de imigração e nas relações comerciais bilaterais. A apuração dos votos começa ainda nesta terça-feira à noite, com previsão de resultado oficial na madrugada de quarta-feira, horário de Brasília.
A candidata democrata busca se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos, um marco que gerou grande mobilização do eleitorado. A eleição de 2016 é considerada uma das mais imprevisíveis da história americana, e o mundo permanece atento à contagem dos votos.