Evo Morales diz que secretário-geral da OEA conspira contra a Venezuela

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de conspirar contra a Venezuela. Em declarações recentes, Morales afirmou que Almagro está a articular manobras políticas e diplomáticas para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro.

Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, é um aliado próximo do chavismo. Ele argumenta que a OEA, sob o comando de Almagro, tem agido de forma parcial, favorecendo a oposição venezuelana e promovendo sanções internacionais que prejudicam a população do país.

Luis Almagro, que lidera a OEA desde 2015, sempre adotou uma postura crítica em relação ao governo Maduro. Em diversos relatórios, a organização apontou violações dos direitos humanos e falta de democracia na Venezuela, o que gerou forte reação do governo venezuelano e de seus aliados. A declaração de Morales ocorre em um momento de crescente tensão política na América Latina, com vários líderes da região se posicionando sobre o futuro do país.

Evo Morales, que atualmente reside na Argentina após deixar a Bolívia em meio a uma crise política, tem se dedicado a ações internacionais em defesa do governo chavista. Sua crítica à OEA não é nova: em várias ocasiões, ele já havia classificado a organização como "subserviente aos interesses dos EUA".

O governo venezuelano ainda não comentou diretamente as acusações, mas já manifestou anteriormente sua desconfiança em relação à OEA. Para analistas, a fala de Morales reflete o alinhamento entre os governos de esquerda da região, que veem a organização como um instrumento dos interesses dos Estados Unidos.

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