Família de jovem que desapareceu ao tomar banho de mar em praia acusa Salvamar de negligência; coordenador nega
O desaparecimento de um jovem na tarde deste domingo em uma praia de Lauro de Freitas gerou uma crise entre a família da vítima e a Salvamar, o serviço de salvamento aquático do município. A família acusa o órgão de negligência no atendimento à ocorrência e na sinalização do local.
Segundo os parentes, o jovem entrou no mar em um trecho sem bandeiras indicativas de perigo e foi arrastado por uma correnteza. Eles afirmam que o chamado de emergência não foi atendido com a rapidez necessária. "Esperamos por mais de meia hora e ninguém apareceu. Quando os salva-vidas chegaram, ele já tinha desaparecido", relatou um familiar que preferiu não se identificar.
A família também critica a falta de orientação aos banhistas naquele trecho da orla. "Não tinha nenhum aviso. Se tivesse, meu filho não teria entrado no mar", desabafou a mãe do jovem, visivelmente abalada.
Coordenador nega acusações
Procurado pela reportagem da Rádio Panorama, o coordenador da Salvamar negou as acusações de negligência. Ele afirmou que a equipe foi acionada imediatamente após o chamado e que as buscas começaram em poucos minutos.
"Todos os protocolos foram seguidos. Infelizmente, o mar estava muito agitado e a correnteza forte, o que dificultou o resgate imediato. Nossa equipe fez o possível dentro das condições do mar", disse o coordenador. Ele também destacou que a sinalização no local estava de acordo com as normas vigentes, mas que a vítima estava em uma área de risco natural.
O coordenador ainda informou que as buscas continuam sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pela própria Salvamar, com o apoio de embarcações e drones. "Não vamos parar enquanto não encontrarmos o jovem", afirmou.
Investigação e repercussão
O caso foi registrado na 27ª Delegacia Territorial de Lauro de Freitas. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do desaparecimento e a possível responsabilidade dos envolvidos. A família do jovem prestou depoimento e aguarda o avanço das investigações.
O incidente reacende o debate sobre a segurança nas praias da região metropolitana de Salvador, principalmente em áreas com grande fluxo de banhistas e sem cobertura fixa de salva-vidas. Moradores e frequentadores da Praia de Ipitanga, onde ocorreu o caso, cobram mais investimentos em sinalização, equipamentos de salvamento e presença de guarda-vidas em toda a orla, especialmente aos finais de semana e feriados.
A reportagem da Rádio Panorama continua acompanhando o caso e trará novas informações assim que estiverem disponíveis.