Fechamento de empresas preocupa rodoviários e passageiros na RMS

O transporte público na Região Metropolitana de Salvador (RMS) enfrenta um momento delicado. O fechamento de empresas de ônibus tem gerado apreensão tanto entre os rodoviários, que lidam com a insegurança no emprego, quanto entre os passageiros, que veem a frota reduzida e os intervalos aumentarem.

A crise no setor não é nova. O aumento nos custos de operação, como diesel, pneus e peças, combinado com a queda na demanda de passageiros que pagam a tarifa, tem pressionado as empresas. Muitas não conseguem mais equilibrar as contas, o que resulta no encerramento das atividades ou na devolução de linhas para as prefeituras.

Para os trabalhadores rodoviários, a situação é alarmante. A categoria denuncia a falta de diálogo com os patrões e com o poder público. Sem perspectivas, motoristas e cobradores temem o desemprego. Sindicatos já sinalizaram com possíveis paralisações caso não haja uma proposta concreta para salvar os postos de trabalho.

Os passageiros são os mais afetados no dia a dia. Com menos ônibus circulando, os pontos e terminais ficam superlotados, especialmente nos horários de pico. A reclamação é unânime: a espera aumenta e o conforto diminui. Moradores de bairros mais afastados da RMS são os que mais sentem os efeitos, ficando por vezes sem opção adequada de transporte público.

Especialistas e entidades do setor defendem uma reestruturação do modelo de transporte coletivo. Entre as saídas apontadas estão a revisão dos contratos de concessão, a criação de subsídios tarifários e a integração metropolitana. Enquanto as soluções não saem do papel, a população da RMS convive com a preocupação e a incerteza sobre o futuro do serviço.