FGV prevê inflação acumulada de 7,5% nos próximos 12 meses

A Fundação Getulio Vargas (FGV) projeta que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumule alta de 7,5% nos próximos doze meses, segundo indicadores macroeconômicos recentes. O número está acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Os vetores da alta. A projeção considera a pressão de grupos como Alimentação e Bebidas, impactados por eventos climáticos e pela desvalorização cambial. O setor de Serviços, especialmente saúde e educação, também deve apresentar reajustes significativos. A energia elétrica e os combustíveis, por sua vez, seguem voláteis, dependendo das bandeiras tarifárias e do preço do petróleo no mercado internacional.

Impacto na política monetária. Com as expectativas de inflação se afastando da meta, o Banco Central (BC) tende a manter a taxa Selic em patamares contracionistas por mais tempo. Isso significa crédito mais caro e acesso restrito a financiamentos, o que pode arrefecer a atividade econômica. O mercado já ajusta as projeções para o ciclo de queda de juros.

Foco no fiscal. A principal variável de curto prazo para a inflação é a política fiscal do governo. A incerteza em torno do cumprimento do arcabouço fiscal e as discussões sobre cortes de gastos geram ruídos que se refletem nos preços dos ativos e nas expectativas de inflação. Um cenário de maior credibilidade fiscal pode ajudar a ancorar as projeções.

Preparação para o cenário. Para as empresas, o planejamento de custos e a gestão de estoques se tornam ainda mais estratégicos. Para as famílias, a recomendação é evitar o endividamento excessivo e buscar alternativas de investimento que protejam o poder de compra. A FGV continuará monitorando os indicadores e atualizando suas projeções.

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