Fiocruz anuncia que deve começar a produzir vacina contra a Covid-19 em dezembro

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que deve iniciar a produção da vacina contra a Covid-19 em dezembro de 2020. A previsão foi comunicada após a assinatura de um acordo de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca, que desenvolveu a vacina de Oxford em parceria com a Universidade de Oxford. A parceria permitiu ao Brasil ter acesso a uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus.

De acordo com a Fiocruz, a produção inicial será voltada para atender o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A expectativa é de que cerca de 30 milhões de doses sejam produzidas já no primeiro semestre de 2021, conforme a capacidade instalada da unidade de Bio-Manguinhos. Esse quantitativo seria suficiente para vacinar parte da população prioritária e profissionais de saúde.

A vacina utiliza o vetor viral recombinante ChAdOx1, que demonstrou eficácia geral de 70% nos ensaios clínicos de fase III realizados no Brasil e no exterior. A Fiocruz também é responsável pela fabricação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e pela formulação final, o que garante autonomia nacional na produção do imunizante e reduz a dependência de importações.

O processo de transferência de tecnologia incluiu o envio de insumos pela AstraZeneca, a capacitação das equipes técnicas brasileiras e a adaptação das linhas de produção da Fiocruz. Com a produção local, a Fiocruz conseguiu acelerar a vacinação em massa no Brasil, entregando milhões de doses nas primeiras etapas da campanha nacional.

O anúncio da Fiocruz foi um marco na luta contra a pandemia, uma vez que a instituição é uma das maiores referências em saúde pública da América Latina. A produção nacional da vacina permitiu que milhões de brasileiros tivessem acesso ao imunizante de forma gratuita pelo SUS, contribuindo para a redução de casos graves e óbitos.

Além da produção da vacina, a Fiocruz também atuou em pesquisas, diagnóstico e sequenciamento genético do coronavírus, consolidando seu papel estratégico no enfrentamento da emergência sanitária. A instituição também desenvolveu outras iniciativas, como a produção de kits de teste e o apoio a estudos clínicos.

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