Garoto passa 12h com bala alojada no rosto por erro de diagnóstico

Um caso grave de falha no atendimento de emergência chocou a região e acendeu um alerta sobre a importância de exames de imagem completos em vítimas de violência armada. Um garoto passou cerca de 12 horas com uma bala alojada no rosto após um erro de diagnóstico inicial, onde o projétil passou despercebido pela equipe médica.

De acordo com relatos, a vítima deu entrada em uma unidade de saúde após ser atingida por um disparo. No primeiro atendimento, os médicos trataram o ferimento superficial, mas não realizaram os exames de imagem necessários para identificar a presença do projétil. O diagnóstico equivocado fez com que o paciente fosse liberado ou mantido em observação sem o tratamento adequado.

Foi somente após doze horas de sofrimento e com o agravamento dos sintomas — incluindo dor intensa, inchaço e dificuldade para respirar ou se alimentar — que um novo exame revelou a presença da bala alojada em uma região delicada do rosto. A descoberta tardia exigiu uma cirurgia de emergência para a remoção do projétil, aumentando os riscos de infecção, danos a nervos faciais e sequelas estéticas.

O caso levanta questões críticas sobre os protocolos de atendimento a vítimas de arma de fogo. Especialistas apontam que a realização de tomografias computadorizadas ou radiografias específicas da face e crânio é essencial em qualquer caso de ferimento por bala, mesmo quando o orifício de entrada parece superficial.

A família do garoto registrou a ocorrência e busca responsabilização pelo erro médico. Enquanto isso, o paciente permanece em recuperação, sob cuidados intensivos. A reportagem da Rádio Panorama FM acompanha o desenrolar do caso.