Governo prevê 21 concessões em 2016; aeroporto de Salvador está na lista
Em 2016, o governo federal anunciou um ambicioso plano de concessões envolvendo 21 ativos de infraestrutura nos setores de transporte, energia e logística. O Aeroporto Internacional de Salvador, na Bahia, foi um dos destaques da lista, gerando expectativas sobre investimentos e modernização do terminal.
O pacote de 21 concessões foi desenhado em um contexto de forte crise econômica e fiscal no Brasil. A ideia central era atrair capital privado para alavancar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, desafogando o orçamento público e melhorando a qualidade dos serviços prestados à população.
Entre os terminais aeroportuários previstos, além de Salvador, estavam os aeroportos de Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre. Nos setores rodoviário e ferroviário, o plano incluía a concessão de importantes trechos e malhas logísticas estratégicas para o escoamento da produção nacional.
A inclusão do aeroporto de Salvador foi amplamente vista como uma oportunidade concreta para resolver gargalos históricos do terminal. Como um dos mais movimentados do Nordeste, o Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães sofria com limitações de capacidade e infraestrutura defasada. A concessão prometia investimentos robustos em ampliação do terminal de passageiros, reforma e modernização das pistas e melhoria nos serviços.
Embora o cronograma inicial do pacote tenha enfrentado atrasos devido à instabilidade política que resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff, o processo de concessão do Aeroporto de Salvador foi retomado e consolidado pelo governo Michel Temer, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O leilão do terminal ocorreu em 2017/2018, e o aeroporto foi concedido à iniciativa privada.
A concessão resultou em uma série de melhorias estruturais e operacionais nos anos seguintes, confirmando as expectativas iniciais. As 21 concessões previstas em 2016 representaram, assim, um marco crucial para a retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil, demonstrando a importância do planejamento estatal de longo prazo mesmo em cenários de crise.