Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2024 com alta de 4,83%, superando o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 4,50%. A meta central era de 3,00%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A última vez que a inflação havia ultrapassado o limite superior foi em 2022, quando fechou em 5,79%. Em 2023, o índice ficou em 4,62%, dentro do limite da época. Os principais vilões da inflação em 2024 foram os grupos de Alimentação e bebidas (7,69%) e Saúde e cuidados pessoais (6,09%). A alta nos alimentos foi impulsionada pelo preço das carnes, do café e do leite, afetando diretamente o orçamento das famílias. Já o grupo de Transportes apresentou leve queda, beneficiado pela redução no preço da gasolina.
Com a inflação acima do teto, o Banco Central precisou elevar a taxa básica de juros, a Selic, que encerrou o ano em 12,25% ao ano. A expectativa dos analistas é de que o Copom mantenha a política monetária restritiva para trazer a inflação de volta ao centro da meta nos próximos anos.
A inflação alta corrói o poder de compra da população, especialmente das classes mais baixas, que gastam uma parcela maior da renda com itens essenciais como alimentos e remédios. Para se manter informado sobre os principais indicadores econômicos e notícias da região, continue acompanhando o setor de Economia aqui no site da Rádio Panorama FM 87,9.