A inflação medida para as famílias de renda mais baixa no Brasil acumulou uma alta de 10,4% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados por institutos de pesquisa. Esse índice supera a inflação geral do período, que ficou em torno de 8% a 9%, evidenciando o impacto desproporcional dos preços sobre os mais pobres.
Os itens que mais pressionaram o orçamento das famílias de baixa renda foram alimentos, como arroz, feijão e óleo de cozinha, além de gás de cozinha e transporte público. Esses produtos representam uma parcela maior do consumo desse grupo, tornando a cesta de compras mais sensível à variação de preços.
Especialistas apontam que a alta persistente da inflação para esse segmento reduz o poder de compra e aumenta a insegurança alimentar. Medidas como ampliação do auxílio emergencial, subsídios para o gás de cozinha e controle de preços de itens essenciais têm sido debatidas pelo governo, mas ainda sem consenso.
Para proteger o orçamento, educadores financeiros recomendam que as famílias priorizem compras em atacado, busquem alternativas mais baratas e evitem desperdícios. A longo prazo, o controle da inflação depende de políticas econômicas que equilibrem oferta e demanda, além de investimentos em infraestrutura e logística.
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