Inflação prevista para os próximos 12 meses chega 10%, diz FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que a projeção de inflação para os próximos 12 meses atingiu 10%, indicando um cenário de pressão sobre os preços no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve acumular alta de dois dígitos no período, refletindo fatores como a elevação dos custos de alimentos, energia e combustíveis.

De acordo com o relatório, os efeitos climáticos adversos, a desvalorização cambial e o encarecimento das matérias‑primas no mercado internacional contribuíram para a aceleração inflacionária. A pesquisa também destaca que as expectativas do mercado permanecem acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A inflação persistente impacta diretamente o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda, que comprometem maior parcela dos ganhos com itens básicos. Além disso, pressiona o Banco Central a manter a taxa Selic em patamares restritivos por mais tempo, o que encarece o crédito e desacelera a atividade econômica.

Economistas consultados avaliam que a desancoragem das expectativas exige monitoramento constante. A FGV atualiza mensalmente as projeções do Boletim Macro, acompanhando a evolução dos índices de preços e as decisões de política monetária.

Para os próximos meses, a trajetória da inflação dependerá do comportamento dos preços administrados, do câmbio e da safra agrícola. O governo anunciou medidas para conter a alta dos alimentos, mas os efeitos devem ser graduais.

Em meio a esse cenário, a recomendação é que consumidores e investidores fiquem atentos às revisões das expectativas e aos comunicados do Copom. A educação financeira e o planejamento são ferramentas essenciais para enfrentar o período de juros elevados e inflação acima da meta.

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