‘Já gastamos R$ 17 mil e não temos nenhuma certeza se vamos viajar’, diz baiana ‘pregas’ em Lisboa

Uma moradora de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, está vivendo dias de angústia em Lisboa, capital de Portugal. Ela desembolsou cerca de R$ 17 mil com passagens aéreas, hospedagem e taxas consulares, mas até o momento não tem garantia de que conseguirá embarcar de volta ao Brasil ou regularizar a sua permanência no país europeu.

A baiana, que preferiu não ter o nome divulgado, viajou para Portugal no início do ano com a expectativa de visitar familiares e conhecer a cultura local. No entanto, problemas com a documentação e mudanças nas regras de imigração transformaram o que seria uma experiência enriquecedora em um verdadeiro pesadelo burocrático.

“Já gastamos R$ 17 mil e não temos nenhuma certeza se vamos viajar”, desabafou a baiana em entrevista à Rádio Panorama FM 87,9. “Compramos passagens aéreas de ida e volta, pagamos hospedagem por várias semanas, contratamos advogado para ajudar com a documentação, mas ainda estamos sem uma solução concreta. É uma situação desesperadora, principalmente por estarmos longe da família.”

De acordo com a baiana, os gastos incluem passagens aéreas no valor aproximado de R$ 8 mil, hospedagem que já ultrapassa R$ 5 mil, além de taxas consulares e honorários advocatícios que somam cerca de R$ 4 mil. Apesar de todo o investimento, ela ainda não recebeu qualquer posição definitiva das autoridades portuguesas.

O caso reflete a realidade de muitos brasileiros que enfrentam dificuldades burocráticas ao viajar para o exterior. Questões relacionadas a vistos, prazos de permanência e exigências documentais têm gerado transtornos para cidadãos brasileiros em diversos países europeus, especialmente após o endurecimento das regras de imigração em Portugal.

A família da baiana, que permanece em Lauro de Freitas, tem acompanhado a situação à distância e busca apoio junto a autoridades consulares brasileiras em Lisboa. “Estamos fazendo o possível para ajudar, mas a distância e a burocracia tornam tudo mais difícil”, relatou um familiar.

A reportagem da Rádio Panorama FM 87,9 acompanha o caso e continuará trazendo informações sobre o desfecho dessa história.