Janot quer que Sergio Moro investigue empresas suspeitas de corrupção na Caixa

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou um pedido na 13ª Vara Federal de Curitiba solicitando que o juiz Sergio Moro investigue empresas suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal (CEF). O requerimento foi apresentado no âmbito da Operação Lava Jato e busca ampliar as apurações sobre fraudes no banco público.

No documento, Janot, que atua como advogado, alega que existem indícios de irregularidades em contratos firmados entre a Caixa e grandes empresas dos setores de construção civil e consultoria. As suspeitas incluem pagamento de propinas a ex-diretores do banco para obtenção de vantagens em licitações e financiamentos.

A Caixa Econômica Federal já foi alvo de diversas fases da Lava Jato, que investigaram desvios de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de fundos de pensão. O pedido de Janot pode trazer à tona novos elementos sobre esses crimes. A Lava Jato já revelou esquemas de corrupção na Caixa que envolvem quantias significativas de recursos públicos.

Rodrigo Janot foi procurador-geral da República entre 2013 e 2017 e teve atuação destacada na Lava Jato. Agora como advogado, ele apresentou o pedido com o objetivo de que as suspeitas sejam investigadas de forma aprofundada.

Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, deverá analisar o pedido e decidir se instaura ou não inquérito para investigar as empresas mencionadas. A decisão pode impactar o andamento das investigações sobre corrupção na Caixa e possivelmente levar a novas fases da operação. A expectativa é que a decisão saia nas próximas semanas.

As empresas citadas no pedido não tiveram seus nomes divulgados oficialmente, mas, segundo fontes, tratam-se de companhias que mantinham contratos significativos com o banco. A investigação pode envolver também ex-executivos da Caixa e intermediários. O Ministério Público Federal deverá se manifestar sobre o pedido antes da decisão judicial.

O caso segue sob sigilo judicial. A equipe do Rádio Panorama FM 87,9 acompanhará os próximos desdobramentos. Para mais notícias sobre investigações e justiça, acesse a seção Crime.