Lama de Minas Gerais pode afetar recifes na Bahia

A lama proveniente de atividades de mineração em Minas Gerais pode chegar ao litoral da Bahia e afetar os recifes de corais, um dos ecossistemas mais ricos e vulneráveis do país. O transporte de sedimentos pelos rios que desembocam no Oceano Atlântico, especialmente após chuvas intensas ou rompimento de barragens, levanta preocupações entre ambientalistas e pesquisadores.

Estudos mostram que partículas finas de rejeitos podem ser carregadas por centenas de quilômetros, atingindo a plataforma continental e sendo dispersas pelas correntes marítimas. Na Bahia, regiões como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e a Costa do Descobrimento são particularmente sensíveis ao aporte de sedimentos.

O excesso de lama na água reduz a penetração da luz solar, essencial para a fotossíntese das algas simbiontes que vivem nos corais. Sem essas algas, os corais branqueiam e podem morrer, comprometendo toda a biodiversidade local. Além disso, os sedimentos podem sufocar diretamente os pólipos dos corais e alterar a composição do fundo marinho.

Diante desse cenário, cientistas defendem um monitoramento contínuo da qualidade da água e a implementação de medidas preventivas, como o tratamento de rejeitos antes do descarte. A preservação dos recifes baianos depende da conscientização sobre os impactos das atividades mineradoras no interior do país e da integração de políticas ambientais entre estados.

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