No segundo dia da 79ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, líderes mundiais reagiram com duras críticas às ameaças nucleares feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin. Durante seu discurso, Putin sugeriu que a Rússia poderia revisar sua doutrina nuclear, elevando a tensão com o Ocidente.
Os Estados Unidos, por meio do presidente Joe Biden, classificaram as declarações como “irresponsáveis” e reafirmaram o compromisso da OTAN com a defesa coletiva. A União Europeia também condenou a retórica de Moscou, pedindo moderação e respeito ao direito internacional.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento, defendeu o diálogo e alertou para os riscos de uma escalada nuclear. O governo chinês, por sua vez, manteve uma posição cautelosa, renovando o apelo por negociações de paz.
O Reino Unido, a França e a Alemanha emitiram uma declaração conjunta condenando as ameaças e pedindo que a Rússia respeite o Tratado de Não Proliferação Nuclear. A Índia expressou preocupação e pediu contenção de todas as partes.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo não pode permitir uma escalada nuclear e instou os líderes a priorizarem o diálogo. Ele lembrou que o uso de armas nucleares teria consequências catastróficas para a humanidade.
Analistas internacionais avaliam que a retórica de Putin faz parte da estratégia russa para pressionar o Ocidente sobre a guerra na Ucrânia. No entanto, especialistas destacam que qualquer passo em direção ao uso de armas nucleares representaria um perigo global.
O segundo dia de debates também abordou mudanças climáticas, desigualdade e reforma do Conselho de Segurança, mas o discurso de Putin dominou as atenções. A comunidade internacional segue acompanhando com preocupação os desdobramentos.
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