Michel Temer admite Meirelles na Fazenda e sugere Geddel na articulação política
A equipe ministerial do presidente Michel Temer (PMDB) começou a ganhar forma ainda durante o processo de transição após o impeachment de Dilma Rousseff. Em um aceno ao mercado financeiro e aos setores produtivos, o nome de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, foi anunciado como titular do Ministério da Fazenda. Meirelles, que já havia comandado o Banco Central com sucesso durante os governos Lula, trazia consigo a credibilidade técnica necessária para implementar o profundo ajuste fiscal e as reformas estruturais prometidas, como o teto de gastos e a reforma da previdência. Sua indicação foi recebida com otimismo pela bolsa de valores e pelo empresariado.
Para a Articulação Política, o nome mais forte era o do baiano Geddel Vieira Lima, também filiado ao PMDB e ex-ministro da Integração Nacional nos governos Lula. Geddel era amplamente reconhecido como um articulador experiente, com trânsito em diversas legendas e capacidade de costurar acordos no Congresso Nacional. Sua missão era pavimentar o caminho para as reformas trabalhista e previdenciária, garantindo a aprovação dos projetos de lei de interesse do executivo.
As escolhas de Temer refletiam o equilíbrio delicado de seu governo: conciliar a confiança do mercado com a solidez da base aliada no parlamento. A combinação de um renomado técnico na economia e de um político experiente e regionalmente forte na articulação era a aposta do novo governo para superar a crise política e econômica que assolava o país. A expectativa era grande em torno das primeiras medidas do ministério e do diálogo com as lideranças partidárias para garantir a governabilidade nos próximos anos.