Mortes por leptospirose chegam a 13 no Rio Grande do Sul
O número de mortes por leptospirose no Rio Grande do Sul subiu para 13, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O estado enfrenta um aumento de casos após as enchentes históricas que afetaram dezenas de municípios.
A leptospirose é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria do gênero Leptospira. Ela é transmitida pela urina de animais infectados, especialmente ratos, e entra no corpo humano por meio da pele com ferimentos ou mucosas. A contaminação é frequente em enchentes, quando as pessoas entram em contato com água ou lama contaminadas.
Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça, dores musculares (principalmente na panturrilha), calafrios, icterícia (olhos e pele amarelados) e vermelhidão nos olhos. Nos casos mais graves, pode ocorrer insuficiência renal, hemorragia pulmonar e meningite. A doença tem tratamento com antibióticos, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul reforçou as ações de vigilância epidemiológica e está distribuindo medicamentos para os municípios mais atingidos. Equipes de saúde estão orientando a população sobre os riscos e as formas de prevenção.
Para prevenir a leptospirose, recomenda-se evitar o contato com águas de enchentes ou lama. Pessoas que moram em áreas alagadas devem usar botas e luvas durante a limpeza. O controle de roedores é essencial: evitar acúmulo de lixo, vedar caixas d'água e armazenar alimentos em recipientes fechados. Após a enchente, a limpeza do ambiente com água sanitária ajuda a eliminar a bactéria.
A população deve procurar imediatamente o serviço de saúde se apresentar febre, dores no corpo ou outros sintomas após contato com água de enchente. O tratamento precoce salva vidas.