Uma mulher foi presa em flagrante por homofobia e ameaça após agredir uma atendente em um terminal rodoviário no estado de Mato Grosso. O caso aconteceu nos últimos dias e gerou indignação entre passageiros e funcionários do terminal.
De acordo com testemunhas, a suspeita teria se irritado com a atendente por motivos fúteis e passou a ofendê-la com xingamentos homofóbicos, além de ameaçá-la de agressão física. A vítima, visivelmente abalada, acionou a Polícia Militar, que chegou rapidamente ao local e prendeu a mulher em flagrante.
A prisão foi registrada na delegacia local, onde a suspeita foi autuada por injúria qualificada por preconceito (homofobia) e ameaça. Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A legislação brasileira prevê penas de 1 a 5 anos de prisão para esse tipo de conduta.
Casos de violência e discriminação contra a comunidade LGBTQIA+ ainda são frequentes no Brasil, mas a aplicação da lei tem avançado. A prisão em flagrante por homofobia, como neste episódio, é um sinal de que atos preconceituosos não serão tolerados.
A atendente recebeu apoio de colegas de trabalho e de organizações locais de defesa dos direitos LGBTQIA+. A polícia informou que as investigações continuam para apurar se a suspeita já teve outros episódios de discriminação.
O caso serve de alerta para a importância de denunciar qualquer ato de homofobia. A população pode registrar denúncias anonimamente pelo Disque 100 ou procurar a delegacia mais próxima.
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