Na ONU, Lula defende prioridade no combate à desigualdade e cobra de países ricos o enfrentamento às mudanças climáticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, defendendo que a luta contra a desigualdade deve ser a prioridade máxima da agenda internacional. Em seu pronunciamento, Lula cobrou dos países ricos ações concretas para enfrentar as mudanças climáticas, destacando que essas nações têm responsabilidade histórica com a emissão de gases de efeito estufa.
“Enquanto as desigualdades sociais e econômicas se aprofundam, o mundo continua gastando trilhões em armas e guerras. Precisamos de um novo pacto global que coloque a humanidade no centro”, afirmou o presidente.
Lula também criticou o descumprimento das promessas de financiamento climático, lembrando que os países desenvolvidos se comprometeram a destinar US$ 100 bilhões por ano para ações climáticas nos países em desenvolvimento, mas os recursos não chegaram como esperado. O presidente brasileiro reforçou que o Brasil tem feito sua parte na redução do desmatamento e na ampliação de energias renováveis, mas que os esforços individuais não são suficientes sem cooperação internacional.
Em relação à desigualdade, Lula apontou que a fome e a pobreza aumentaram nos últimos anos e que a recuperação econômica pós-pandemia tem sido desigual. Ele defendeu a ampliação de programas sociais e a implementação de políticas que reduzam a distância entre ricos e pobres. O discurso do presidente brasileiro foi aplaudido por lideranças de países em desenvolvimento, que veem no Brasil um porta-voz das demandas do Sul Global.
Lula também defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que a atual composição não reflete a realidade geopolítica do século XXI. Ele pediu mais representatividade para a América Latina, África e Ásia.
O discurso de Lula na ONU reafirma o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com a busca por soluções conjuntas para os grandes desafios globais. A expectativa é que o país continue a desempenhar papel ativo em fóruns internacionais, especialmente na presidência do G20 em 2024 e na Conferência do Clima (COP).
Esta matéria foi atualizada às 10h30. Acompanhe as notícias da Rádio Panorama FM 87,9 para mais informações sobre os desdobramentos da participação brasileira na ONU. Bônus de 100% até R$500 no cadastro