Oficina discute ancestralidades nos territórios de identidade em Lauro de Freitas

A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), promoveu uma oficina formativa com o tema "Ancestralidades nos Territórios de Identidade". A ação aconteceu no Centro Cultural de Itinga e reuniu lideranças comunitárias, professores da rede municipal, representantes de terreiros de candomblé e grupos de capoeira, além de moradores interessados em aprofundar o conhecimento sobre as raízes históricas do município.

O encontro proporcionou um espaço de escuta e troca de saberes, onde foram discutidas as influências africanas, indígenas e europeias na formação da identidade local. Os participantes destacaram a importância de reconhecer e valorizar a contribuição dos povos originários e das comunidades tradicionais, como os quilombos que existiram na região de Itinga e Portão.

Um dos eixos centrais da oficina foi o resgate da memória oral. Mestres e mestras da cultura popular foram convidados a compartilhar narrativas, cantos e tradições que resistem ao tempo. A iniciativa busca registrar esses relatos para compor um acervo digital do patrimônio imaterial de Lauro de Freitas, garantindo que as futuras gerações tenham acesso a essa herança.

Além das rodas de conversa, a programação incluiu apresentações de grupos culturais locais e uma exposição com objetos e fotografias históricas, que ilustraram a trajetória de luta e resistência da população. A oficina também serviu para debater políticas públicas de promoção da igualdade racial e de preservação do meio ambiente, reconhecendo a conexão profunda entre ancestralidade e sustentabilidade.

Para a Secult, a oficina representa um passo importante na construção de um inventário participativo dos territórios de identidade do município. A ideia é mapear os bairros e localidades que preservam fortes traços culturais, criando um diagnóstico que auxilie na elaboração de editais e projetos de fomento à cultura.

"Falar de ancestralidade é olhar para o passado com respeito e para o futuro com esperança. É reconhecer que a diversidade é a nossa maior riqueza", afirmou uma das organizadoras do evento. Novas edições da oficina devem ser realizadas em outras regiões da cidade, ampliando o diálogo e fortalecendo a identidade cultural de Lauro de Freitas.

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