OIT: 32% dos homens brasileiros preferem que mulheres fiquem em casa
Pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que 32% dos homens brasileiros concordam que "o lugar da mulher é em casa". O dado faz parte de um estudo global sobre percepções de gênero e trabalho.
Segundo o levantamento, a proporção de brasileiros que endossam a afirmação é superior à média mundial, estimada em cerca de 20%. O resultado coloca o Brasil entre os países com visões mais tradicionais sobre o papel feminino na sociedade.
O estudo também aponta que o nível de escolaridade influencia fortemente a opinião: entre homens com ensino superior, a concordância cai para 18%, enquanto entre os que têm apenas ensino fundamental o índice sobe para 41%. A idade também aparece como fator relevante. Homens com menos de 30 anos apresentam menor concordância em comparação com os mais velhos.
Especialistas destacam que a permanência desse pensamento reflete desigualdades estruturais de gênero no mercado de trabalho brasileiro, onde as mulheres ainda enfrentam diferença salarial e sub-representação em cargos de chefia. A pesquisa gerou debate nas redes sociais, com reações de organizações de direitos das mulheres.
A OIT reforça que a igualdade de gênero no trabalho é um dos pilares do trabalho decente e que políticas públicas de conscientização e inclusão são fundamentais para mudar esse cenário. O órgão recomenda ações como licença parental igualitária e combate à discriminação salarial.