PDT herda comando dos Correios em tentativa de Dilma manter coesão da base
Em mais um movimento para reforçar a governabilidade, a presidente Dilma Rousseff cedeu o comando dos Correios ao PDT, partido integrante da base aliada. A medida é vista como tentativa de manter a coesão dos partidos que apoiam o governo no Congresso.
A nomeação de um indicado pelo PDT para a presidência da estatal ocorre em um momento de intensas negociações políticas em Brasília. Com o objetivo de segurar o apoio do partido nas votações importantes, Dilma busca recompor a base após uma série de crises políticas e econômicas.
O PDT, legenda histórica liderada por Carlos Lupi, sempre pleiteou espaço no primeiro escalão do governo. O comando dos Correios é considerado uma peça-chave para a distribuição de cargos, já que a empresa possui capilaridade em todo o país e grande orçamento.
A decisão, no entanto, gerou reações tanto na oposição quanto entre partidos da base que também almejavam o cargo. Analistas políticos apontam que a movimentação faz parte de um complexo jogo de equilíbrio de forças, necessário para evitar o isolamento do Planalto.
Em nota, o PDT afirmou que a indicação visa qualificar a gestão dos Correios e melhorar os serviços prestados à população. Já a oposição criticou a medida, classificando-a como "loteamento político" da máquina pública.
A manutenção da base aliada segue sendo um dos maiores desafios do segundo mandato de Dilma, marcado por baixa popularidade, crise econômica e investigações de corrupção.
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