Pelo menos um em cada 5 brasileiros acreditou que cloroquina era ‘cura’ pra Covid

Uma pesquisa realizada durante a pandemia de Covid-19 revelou que aproximadamente um em cada cinco brasileiros acreditava que a cloroquina e a hidroxicloroquina eram tratamentos eficazes contra a doença, desafiando as evidências científicas que apontavam para a ineficácia dos medicamentos no combate ao coronavírus.

O levantamento, conduzido por institutos de pesquisa, mostrou que cerca de 20% dos entrevistados mantinham a crença de que a cloroquina poderia curar a Covid-19, mesmo após a divulgação de estudos clínicos que descartaram sua eficácia. Essa percepção foi influenciada por declarações de figuras públicas e pela intensa circulação de informações nas redes sociais.

A cloroquina, originalmente usada no tratamento da malária, foi apontada no início da pandemia como uma possível terapia contra o novo coronavírus. No entanto, pesquisas robustas, incluindo ensaios randomizados, concluíram que o medicamento não reduzia a mortalidade nem acelerava a recuperação dos pacientes, além de apresentar riscos de efeitos adversos cardiovasculares.

Especialistas em saúde pública destacam que a permanência dessa crença entre parte da população reflete a dificuldade de combater a desinformação e a politização da ciência em momentos de crise. A educação em saúde e a comunicação clara por parte das autoridades são apontadas como ferramentas essenciais para evitar que mitos científicos se proliferem.

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