Polícia Civil de Minas indicia 11 pessoas da Backer após casos de intoxicação

Em 2020, consumidores da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, sofreram graves intoxicações após consumir lotes contaminados por dietilenoglicol e monoetilenoglicol. O caso resultou em mortes e dezenas de hospitalizações, gerando comoção nacional. A Polícia Civil de Minas Gerais conduziu uma longa investigação para apurar as causas da contaminação.

Após concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou 11 pessoas, incluindo o diretor-presidente, o químico responsável pela formulação, gerentes de produção e outros funcionários da cervejaria. Os indiciados foram acusados de homicídio doloso eventual, lesão corporal, falsidade ideológica e crimes ambientais. A investigação apontou negligência no processo de fabricação e falhas no controle de qualidade que permitiram a contaminação.

A Backer era uma cervejaria artesanal fundada em Belo Horizonte, reconhecida nacionalmente por seus rótulos premiados. O escândalo abalou a confiança do mercado de cervejas especiais e levantou questões sobre a fiscalização sanitária de pequenos produtores. As famílias das vítimas buscaram justiça e acompanharam cada etapa do processo.

A Justiça de Minas Gerais agora analisa as provas para decidir se aceita a denúncia oferecida pelo Ministério Público. O caso tornou-se um marco na segurança alimentar e na vigilância sanitária do Brasil, destacando a importância de controles rigorosos na indústria de bebidas.

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