Os policiais civis lotados na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) de Salvador expressaram grave preocupação com a situação das celas da unidade, que se encontram superlotadas. O temor é de que a condição precária possa provocar uma rebelião ou facilitar uma fuga em massa dos detentos.
De acordo com relatos de agentes, o número de presos mantidos nas instalações temporárias excede em muito a capacidade projetada, gerando condições insalubres e tensão constante entre os detentos. A superlotação também sobrecarrega os policiais, que temem não conseguir controlar um eventual motim.
A DRFRV, responsável por investigar furtos e roubos de veículos na capital baiana, possui um espaço de custódia provisória que deveria ser utilizado apenas para aguardar a transferência para o sistema prisional. No entanto, a demora na remoção dos presos tem feito com que as celas fiquem permanentemente lotadas, criando um ambiente explosivo.
Os sindicatos da categoria já cobram providências das autoridades estaduais, solicitando a aceleração das transferências e melhorias estruturais na delegacia. Enquanto isso, os policiais civis permanecem em estado de alerta, monitorando de perto qualquer sinal de agitação entre os detentos.
A situação reflete um problema mais amplo do sistema de segurança pública da Bahia, onde a superlotação nas unidades de custódia é recorrente. A Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.